TERÇA 7 DE FEVEREIO DE 2012...
DESCRIÇÃO DA PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Micose profunda, geralmente com sintomatologia cutânea importante, grave, que, na forma crônica, é conhecida como “tipo adulto” e, na forma aguda ou subaguda, como “tipo juvenil”. A primeira caracteriza-se por comprometimento pulmonar, lesões ulceradas de pele, mucosas (oral, nasal, gastrointestinal), linfoadenopatia; na forma disseminada, pode acometer todas as vísceras, sendo freqüentemente afetada a supra-renal. A segunda é rara e, quando ocorre, compromete o sistema fagocítico-mononuclear e leva à disfunção da medula óssea. Na cavidade oral, evidencia-se uma estomatite, com pontilhado hemorrágico fino, conhecida como “estomatite moriforme de Aguiar-Pupo” (Figura 1). A classificação abaixo apresenta a interação entre o P. brasiliensis e o homem, determinando infecção ou doença, assim como as formas clínicas da Paracoccidioidomicose.
Figura 1: Paracoccidioidomicose: observar pontilhado hemorrágico.
Infecção Paracoccidióidica
Caracteriza-se apenas por contágio do indivíduo pelo fungo, sem a presença de doença clinicamente manifesta.
Paracoccidioidomicose (Doença)
Caracteriza-se pela presença de manifestações clínicas relacionadas a um ou mais órgãos, dependentes das lesões fúngicas em atividade ou de suas seqüelas.
· Forma regressiva: doença benigna com manifestações clínicas discretas, em geral pulmonares. Apresenta regressão espontânea, independente de tratamento.
· Forma progressiva: ocorre comprometimento de um ou mais órgãos, podendo evoluir para óbito, caso não seja tratada de maneira adequada. É dividida nas formas aguda e crônica, de acordo com a idade, duração e manifestações clínicas.
- Forma aguda ou subaguda (juvenil)
a) com adenomegalia de linfonodos superficiais;
b) com comprometimento abdominal ou do aparelho digestivo;
c) com comprometimento ósseo;
d) com outras manifestações clínicas.
- Forma crônica (adulto): pode acometer todos os órgãos citados, inclusive o SNC. Pode ser:
a) forma leve;
b) forma moderada;
c) forma grave.
· Forma seqüelar: manifestações clínicas relacionadas à fibrose cicatrial, que se segue ao tratamento específico, como hiperinsuflação pulmonar, insuficiência adrenal, estenose de traquéia e síndrome de má absorção.
SINONÍMIA
Antigamente conhecida como blastomicose sul-americana ou moléstia de Lutz-Splendore e Almeida.
ETIOLOGIA DA PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Paracoccidiodes brasiliensis, um fungo dimorfo.
RESERVATÓRIO
O solo e poeira carregados de fungo em suspensão, normalmente em meio rural.
MODO DE TRANSMISSÃO DA PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Por inalação do fungo. A contaminação através de ferimentos cutâneos e nas mucosas é extremamente rara.
PERÍODO DE INCUBAÇÃO
Pode ir de 1 mês até muitos anos.
PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE DA PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Não há caso descrito de transmissão pessoa a pessoa.
COMPLICAÇÕES DA PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Neuroparacoccidioidomicose, caracterizada por comprometimento do parênquima e dos folhetos que revestem o sistema nervoso central. As formas pulmonares podem evoluir para insuficiência respiratória crônica.
DIAGNÓSTICO DA PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Clínico e laboratorial. Este último é feito com o achado do parasita, que se apresenta como células arredondadas, de dupla parede, birrefringente, com ou sem gemulação. Quando há gemulação múltipla, o parasita toma aspecto de “roda de leme”. Provas sorológicas, como a imunodifusão em gel e histopatologia, podem ser empregadas.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Com as outras micoses profundas que compõem a Síndrome Verrucosa (Tuberculose, Esporotricose, Histoplasmose em imunodeprimidos, Leishmaniose Tegumentar Americana (Figura 2), Cromomicose) e Sífilis. Nas formas linfáticas, deve-se diferenciar do linfoma de Hodgkin e de outras neoplasias.
Figura 2: Paracoccidioidomicose simulando leishmaniose tegumentar americana.
TRATAMENTO DA PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Uma das opções a seguir:
a) Sulfametoxazol + Trimetoprim - 800/60 mg/dia, VO, 12/12 hs., por 30 dias, 400/80 mg 12/12 hs., até um ano após sorologia negativa;
b) Cetoconazol - 400 mg/dia, VO, por 45 dias, depois 200 mg/dia até completar 12 meses;
c) Fluconazol – 400 mg/dia, VO, por um mês, depois 200 mg/dia, por 6 meses. Este último é a melhor opção para o tratamento da neuroparacoccidioidomicose, pela sua alta concentração no SNC; a dose de ataque pode ir até 800 mg/dia por 30 dias;
d) Anfotericina B – 1 mg/kg/dia, IV, diluído em 500 ml de soro glicosado a 5% mais acetato de delta hidrocortizona 50 – 100 mg. A dose máxima de anfotericina B não deve ultrapassar 3 g.
CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS DA PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Doença endêmica nas regiões tropicais da América do Sul, comum no Brasil em relação a outros países. Freqüente em trabalhadores rurais, agricultores, operários da construção civil. Incide mais em homens do que em mulheres, pois o fungo, sofrendo ação do hormônio feminino 17-B-estradiol, torna-se incapaz de transformar-se em levedura, essencial para induzir a doença. A faixa etária de maior incidência encontra-se entre os 30 e 50 anos de idade.
OBJETIVO DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Por não dispor de instrumento de prevenção, essa doença não é objeto de vigilância epidemiológica rotineiramente. No Brasil, tem-se registro acumulado de mais de 60 casos de Paracoccidioidomicose associados à aids, o que coloca essa infecção como mais um dos indicadores daquela síndrome.
NOTIFICAÇÃO
Não é doença de notificação compulsória.
MEDIDAS DE CONTROLE DA PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Não há medida de controle disponível. Deve-se tratar os doentes precoce e corretamente, visando impedir a evolução da doença e suas complicações. Indica-se desinfecção concorrente dos exudatos, artigos contaminados e limpeza terminal.
Figura 3: Paracoccidioidomicose: lesão úlcero-crostosa.
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♥♥"....Te amo sem saber como nem quando e nem onde. Te amo simplismente, sem complicações nem orgulho. assim te amo pq não conheço outra maneira. tão profundamente q a tua mão no meio peito é a minha tão profundamente q quando fecho os olhos contigo EU SONHO... ♥♥ Sal 30:5
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
SEGUNDA 06 DE FEVEREIRO DE 2012
AMEBÍASE
A amebíase é uma infecção do intestino grosso causada pela Entamoeba histolytica, um parasita unicelular.
A Entamoeba histolytica existe sob duas formas durante o seu ciclo de vida: o parasita ativo (trofozoíto) e o parasita inativo (quisto).
Os trofozoítos vivem entre o conteúdo intestinal e alimentam-se de bactérias ou então da parede do intestino.
Quando a infecção se inicia, os trofozoítos podem causar diarreia, o que faz com que saiam para fora do corpo. Uma vez fora, os frágeis trofozoítos morrem.
Quando o doente não tem diarreia, costumam converter-se em quistos antes de abandonarem o intestino.
Os quistos são muito resistentes e podem disseminar-se quer diretamente de pessoa a pessoa, quer indiretamente através dos alimentos ou da água.
A transmissão direta ocorre através do contato com fezes infectadas.
É mais provável que a amebíase se propague entre os que vivem em asilos e têm uma higiene inapropriada do que entre aqueles que não vivem desse modo; também se torna mais provável o seu contágio por contato sexual, particularmente entre homossexuais masculinos, do que por um contato eventual ou fortuito.
A transmissão indireta dos quistos é mais frequente nas zonas com más condições sanitárias, como os campos de trabalho não permanentes.
As frutas e verduras podem contaminar-se quando crescem em terra fertilizada com adubo humano, são lavadas com água contaminada ou são preparadas por alguém que está infectado.
Amebíase
Além das úlceras no cólon, as amebas podem causar abcessos em diferentes órgãos, dos quais o mais frequentemente afetado é o fígado.
Amebíase
Sintomas
Geralmente os infectados, em particular os que vivem em climas temperados, não apresentam sintomas. Em certos casos, os sintomas são tão ligeiros que quase passam despercebidos.
Podem consistir em diarreia e obstipação intermitentes, numa maior quantidade de gás (flatulência) e dores abdominais. O abdómen pode ser doloroso ao tato e é possível que as fezes contenham muco e sangue.
Pode haver escassa febre. Entre um ataque e outro, os sintomas diminuem até se limitarem a algias recorrentes e fezes líquidas ou muito moles. O emagrecimento (emaciação) e a anemia são muito frequentes.
Quando os trofozoítos invadem a parede intestinal, é possível que se forme um grande volume na mesma (ameboma) que pode obstruir o intestino e ser confundido com um cancro.
Por vezes, os trofozoítos originam uma perfuração intestinal. A libertação do conteúdo intestinal para dentro da cavidade abdominal causa uma grande dor na zona agora infectada (peritonite), o que requer atenção cirúrgica imediata.
A invasão por parte dos trofozoítos do apêndice e do intestino que o rodeia pode provocar uma forma leve de apendicite. Durante a cirurgia da apendicite podem espalhar-se por todo o abdómen.
Como consequência, a operação poderá ser atrasada de entre 48 a 72 horas com o objetivo de eliminar os trofozoítos mediante um tratamento com fármacos.
No fígado pode formar-se um abcesso cheio de trofozoítos. Os sintomas consistem em dor ou mal--estar na zona que se encontra acima do fígado, febre intermitente, suores, calafrios, náuseas, vómitos, fraqueza, perda de peso e, ocasionalmente, uma ligeira icterícia.
Em certos casos, os trofozoítos disseminam-se através da corrente sanguínea, causando infecção nos pulmões, no cérebro e noutros órgãos.
A pele também é, por vezes, infectada, especialmente em torno das nádegas e nos órgãos genitais, da mesma forma que as feridas causadas por cirurgia ou por lesões.
Diagnóstico
A amebíase diagnostica-se no laboratório examinando as fezes de um indivíduo infectado; para estabelecer o diagnóstico costuma ser necessário analisar entre 3 e 6 amostras.
Para observar o interior do reto e colher uma amostra de tecido de qualquer úlcera que se encontre, pode utilizar-se um retoscópio (tubo flexível de visualização).
Os doentes com um abcesso hepático têm quase sempre no sangue valores elevados de anticorpos contra o parasita.
Contudo, como esses anticorpos podem permanecer na corrente durante meses ou anos, o achado de valores elevados de anticorpos não indica necessariamente que exista um abcesso.
Em consequência, se o médico pensa que se formou um abcesso, pode prescrever um fármaco que elimine as amebas (um amebicida). Se o fármaco resultar eficazmente, dá-se por assente que o diagnóstico de amebíase era correto.
Tratamento
Vários fármacos amebicidas que se ingerem por via oral (como o iodoquinol, a paromomicina e a diloxanida) eliminam os parasitas do intestino.
Para os casos graves e as infecções localizadas fora do intestino administra-se metronidazol ou desidroemetina. Voltam a examinar-se amostras de fezes ao cabo de 1, 3 e 6 meses após o tratamento para assegurar que o doente está curado.
Fonte: www.manualmerck.net
Amebíase
Algumas amebas, como a Entamoeba histolytica, podem causar doenças no homem. Ela faz parte de um grupo maior de amebas, da família Endamoebidae, que são parasitas comuns da nossa espécie. Elas vivem no nosso aparelho digestivo ou infectam tecidos, são pequenas e têm a capacidade de formar cistos, que são uma forma resistente às condições desfavoráveis do ambiente.
A Entamoeba histolytica geralmente convive bem com nossa espécie, não causando problemas. Por isso ela é colocada no grupo das Endamoebas, que significa amebas interiores, geralmente encontradas no interior de animais vertebrados. Mas em determinadas condições ela se torna patogênica: começa a engolir ou fagocitar células do nosso organismo (como as hemácias), ou começa a invadir órgãos e tecidos, como o fígado ou o intestino. É só então que ela causa a doença.
A amebíase pode provocar de uma simples disenteria (diarréia) até o comprometimento de algum órgão ou tecido.
Ela ocorre em todo o mundo e geralmente está associada a condições econômica e de higiene precárias.
Por que? Pelo simples fato de que só se pega amebíase ingerindo cistos que contaminam a água e os alimentos. Mas como estes cistos vão parar na água, contaminando-a? Como parasita intestinal obrigatório do homem, só há um meio de fazê-lo: pelas fezes. Quando o saneamento básico e as condições de higiene das populações são precárias, a possibilidade de contaminação das águas por fezes humanas aumenta. Esta mesma água poderá ser utilizada, rio abaixo, para a irrigação de hortaliças e frutas ou mesmo para o consumo humano direto. Você conseguiu visualizar o ciclo todo? Para piorar o quadro, os cistos que vão contaminar o ambiente ainda por cima são resistentes! Eles duram em média 30 dias na água, 12 dias em fezes frescas, 24 horas em pães e bolos e 20 horas em laticínios (produtos derivados do leite)!
Mas felizmente podemos quebrar esta cadeia de transmissão: basta que possamos assegurar condições mínimas de saneamento básico às populações e proporcionar a elas água tratada, já que o cloro adicionado nas estações de tratamento mata os cistos desta e de outras amebas.
Além disso, devemos possuir, em nosso ambiente, hábitos de higiene como:
Lavar bem as mãos antes e após as refeições;
Lavar bem frutas e hortaliças e deixá-las de molho em uma solução de água com água sanitária (1 colher de sopa de água sanitária de boa qualidade para cada litro de água);
Ferver (por pelo menos 20 minutos) e filtrar águas de poço ou rios antes de bebê-las;
Evitar o contato direto e indireto com fezes humanas (use luvas!).
No caso de uma infecção já adquirida, existe tratamento eficiente com antibióticos, que custam caro e provocam efeitos colaterais como vertigens ou erupções da pele. Por isso, o melhor mesmo é prevenir a infecção!
Existem também outras amebas que parasitam o homem, mas que convivem normalmente sem causar doença como Endolimax nana e Iodameba butschlii.
Algumas espécies de vida livre podem, eventualmente, ser patogênicas para o homem como as amebas dos gêneros Hartmannella, Acanthameba e Naegleria, produzindo casos de infecção das meninges (meningoencefalite humana) e podendo levar à morte ou produzindo lesões da córnea (camada protetora dos olhos).
AMEBÍASE
A amebíase é uma infecção do intestino grosso causada pela Entamoeba histolytica, um parasita unicelular.
A Entamoeba histolytica existe sob duas formas durante o seu ciclo de vida: o parasita ativo (trofozoíto) e o parasita inativo (quisto).
Os trofozoítos vivem entre o conteúdo intestinal e alimentam-se de bactérias ou então da parede do intestino.
Quando a infecção se inicia, os trofozoítos podem causar diarreia, o que faz com que saiam para fora do corpo. Uma vez fora, os frágeis trofozoítos morrem.
Quando o doente não tem diarreia, costumam converter-se em quistos antes de abandonarem o intestino.
Os quistos são muito resistentes e podem disseminar-se quer diretamente de pessoa a pessoa, quer indiretamente através dos alimentos ou da água.
A transmissão direta ocorre através do contato com fezes infectadas.
É mais provável que a amebíase se propague entre os que vivem em asilos e têm uma higiene inapropriada do que entre aqueles que não vivem desse modo; também se torna mais provável o seu contágio por contato sexual, particularmente entre homossexuais masculinos, do que por um contato eventual ou fortuito.
A transmissão indireta dos quistos é mais frequente nas zonas com más condições sanitárias, como os campos de trabalho não permanentes.
As frutas e verduras podem contaminar-se quando crescem em terra fertilizada com adubo humano, são lavadas com água contaminada ou são preparadas por alguém que está infectado.
Amebíase
Além das úlceras no cólon, as amebas podem causar abcessos em diferentes órgãos, dos quais o mais frequentemente afetado é o fígado.
Amebíase
Sintomas
Geralmente os infectados, em particular os que vivem em climas temperados, não apresentam sintomas. Em certos casos, os sintomas são tão ligeiros que quase passam despercebidos.
Podem consistir em diarreia e obstipação intermitentes, numa maior quantidade de gás (flatulência) e dores abdominais. O abdómen pode ser doloroso ao tato e é possível que as fezes contenham muco e sangue.
Pode haver escassa febre. Entre um ataque e outro, os sintomas diminuem até se limitarem a algias recorrentes e fezes líquidas ou muito moles. O emagrecimento (emaciação) e a anemia são muito frequentes.
Quando os trofozoítos invadem a parede intestinal, é possível que se forme um grande volume na mesma (ameboma) que pode obstruir o intestino e ser confundido com um cancro.
Por vezes, os trofozoítos originam uma perfuração intestinal. A libertação do conteúdo intestinal para dentro da cavidade abdominal causa uma grande dor na zona agora infectada (peritonite), o que requer atenção cirúrgica imediata.
A invasão por parte dos trofozoítos do apêndice e do intestino que o rodeia pode provocar uma forma leve de apendicite. Durante a cirurgia da apendicite podem espalhar-se por todo o abdómen.
Como consequência, a operação poderá ser atrasada de entre 48 a 72 horas com o objetivo de eliminar os trofozoítos mediante um tratamento com fármacos.
No fígado pode formar-se um abcesso cheio de trofozoítos. Os sintomas consistem em dor ou mal--estar na zona que se encontra acima do fígado, febre intermitente, suores, calafrios, náuseas, vómitos, fraqueza, perda de peso e, ocasionalmente, uma ligeira icterícia.
Em certos casos, os trofozoítos disseminam-se através da corrente sanguínea, causando infecção nos pulmões, no cérebro e noutros órgãos.
A pele também é, por vezes, infectada, especialmente em torno das nádegas e nos órgãos genitais, da mesma forma que as feridas causadas por cirurgia ou por lesões.
Diagnóstico
A amebíase diagnostica-se no laboratório examinando as fezes de um indivíduo infectado; para estabelecer o diagnóstico costuma ser necessário analisar entre 3 e 6 amostras.
Para observar o interior do reto e colher uma amostra de tecido de qualquer úlcera que se encontre, pode utilizar-se um retoscópio (tubo flexível de visualização).
Os doentes com um abcesso hepático têm quase sempre no sangue valores elevados de anticorpos contra o parasita.
Contudo, como esses anticorpos podem permanecer na corrente durante meses ou anos, o achado de valores elevados de anticorpos não indica necessariamente que exista um abcesso.
Em consequência, se o médico pensa que se formou um abcesso, pode prescrever um fármaco que elimine as amebas (um amebicida). Se o fármaco resultar eficazmente, dá-se por assente que o diagnóstico de amebíase era correto.
Tratamento
Vários fármacos amebicidas que se ingerem por via oral (como o iodoquinol, a paromomicina e a diloxanida) eliminam os parasitas do intestino.
Para os casos graves e as infecções localizadas fora do intestino administra-se metronidazol ou desidroemetina. Voltam a examinar-se amostras de fezes ao cabo de 1, 3 e 6 meses após o tratamento para assegurar que o doente está curado.
Fonte: www.manualmerck.net
Amebíase
Algumas amebas, como a Entamoeba histolytica, podem causar doenças no homem. Ela faz parte de um grupo maior de amebas, da família Endamoebidae, que são parasitas comuns da nossa espécie. Elas vivem no nosso aparelho digestivo ou infectam tecidos, são pequenas e têm a capacidade de formar cistos, que são uma forma resistente às condições desfavoráveis do ambiente.
A Entamoeba histolytica geralmente convive bem com nossa espécie, não causando problemas. Por isso ela é colocada no grupo das Endamoebas, que significa amebas interiores, geralmente encontradas no interior de animais vertebrados. Mas em determinadas condições ela se torna patogênica: começa a engolir ou fagocitar células do nosso organismo (como as hemácias), ou começa a invadir órgãos e tecidos, como o fígado ou o intestino. É só então que ela causa a doença.
A amebíase pode provocar de uma simples disenteria (diarréia) até o comprometimento de algum órgão ou tecido.
Ela ocorre em todo o mundo e geralmente está associada a condições econômica e de higiene precárias.
Por que? Pelo simples fato de que só se pega amebíase ingerindo cistos que contaminam a água e os alimentos. Mas como estes cistos vão parar na água, contaminando-a? Como parasita intestinal obrigatório do homem, só há um meio de fazê-lo: pelas fezes. Quando o saneamento básico e as condições de higiene das populações são precárias, a possibilidade de contaminação das águas por fezes humanas aumenta. Esta mesma água poderá ser utilizada, rio abaixo, para a irrigação de hortaliças e frutas ou mesmo para o consumo humano direto. Você conseguiu visualizar o ciclo todo? Para piorar o quadro, os cistos que vão contaminar o ambiente ainda por cima são resistentes! Eles duram em média 30 dias na água, 12 dias em fezes frescas, 24 horas em pães e bolos e 20 horas em laticínios (produtos derivados do leite)!
Mas felizmente podemos quebrar esta cadeia de transmissão: basta que possamos assegurar condições mínimas de saneamento básico às populações e proporcionar a elas água tratada, já que o cloro adicionado nas estações de tratamento mata os cistos desta e de outras amebas.
Além disso, devemos possuir, em nosso ambiente, hábitos de higiene como:
Lavar bem as mãos antes e após as refeições;
Lavar bem frutas e hortaliças e deixá-las de molho em uma solução de água com água sanitária (1 colher de sopa de água sanitária de boa qualidade para cada litro de água);
Ferver (por pelo menos 20 minutos) e filtrar águas de poço ou rios antes de bebê-las;
Evitar o contato direto e indireto com fezes humanas (use luvas!).
No caso de uma infecção já adquirida, existe tratamento eficiente com antibióticos, que custam caro e provocam efeitos colaterais como vertigens ou erupções da pele. Por isso, o melhor mesmo é prevenir a infecção!
Existem também outras amebas que parasitam o homem, mas que convivem normalmente sem causar doença como Endolimax nana e Iodameba butschlii.
Algumas espécies de vida livre podem, eventualmente, ser patogênicas para o homem como as amebas dos gêneros Hartmannella, Acanthameba e Naegleria, produzindo casos de infecção das meninges (meningoencefalite humana) e podendo levar à morte ou produzindo lesões da córnea (camada protetora dos olhos).
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
SEXTA 03 DE FEVEREIRO DE 2012!...
Ciclo do Ascaris lumbricoides.
A ascaridíase é o resultado da infestação do helminto Ascaris lumbricoides no organismo, sendo mais frequentemente encontrado no intestino. Aproximadamente 25% da população mundial possui estes parasitas, sendo tais ocorrências típicas de regiões nas quais o saneamento básico é precário.
Este patógeno, conhecido popularmente como lombriga, tem corpo cilíndrico e alongado, e pode chegar até 40 centímetros de comprimento. Fêmeas são maiores e mais robustas que os machos; e estes apresentam a cauda enrolada. Surpreendentemente, um único hospedeiro pode apresentar até 600 destes indivíduos.
A contaminação por ele se dá pela ingestão de seus ovos, geralmente encontrados no solo, água, alimentos e mãos que tiveram um contato anterior com fezes humanas contaminadas.
No intestino delgado, liberam larvas que atravessam as paredes deste órgão e se direcionam aos vasos sanguíneos e linfáticos; se espalhando pelo organismo. Atingindo a faringe, estas podem ser liberadas juntamente com a tosse ou muco; ou, ainda, serem deglutidas, alcançando novamente o intestino. Lá, reproduzem-se sexuadamente, permitindo a liberação de alguns dos seus aproximados 200 mil ovos diários, pelas fezes, propiciando a contaminação de outras pessoas.
Devido ao espalhamento das larvas, febre, dor de barriga, diarreia, náuseas, bronquite, pneumonia, convulsões e esgotamento físico e mental são alguns sintomas que podem se apresentar; dependendo do órgão que foi afetado. Entretanto, em muitos casos a verminose se apresenta assintomática.
Para diagnóstico, é necessário que se faça exames de fezes, onde podem ser encontrados os ovos deste animal. Existe tratamento, que é feito com uso de fármacos e adotando medidas de higiene básica.
Quanto à prevenção, ingerir somente água tratada, lavar bem frutas e legumes antes de ingeri-los, lavar sempre as mãos, não defecar em locais inapropriados, dente outras, fazem parte desta lista.
Ascaridíase: lombriga
É uma verminose causada por um parasita chamado Ascaris lumbricoides. É a verminose intestinal humana mais disseminada no mundo. A contaminação acontece ocorre quando há ingestão dos ovos infectados do parasita, que podem ser encontrados no solo, água ou alimentos contaminados por fezes humanas. O único reservatório é o homem. Se os ovos encontram um meio favorável, podem contaminar durante vários anos.
Ascaris lumbricoides.
Ciclo da Ascaridíase
1- A ingestão de água ou alimento (frutas e verduras) contaminados pode introduzir ovos de lombriga no tubo digestório humano.
2- No intestino delgado, cada ovo se rompe e libera uma larva.
3- Cada larva penetra no revestimento intestinal e cai na corrente sanguínea, atingindo fígado, coração e pulmões, onde sofre algumas mudanças de cutícula e aumenta de tamanho.
4- Permanece nos alvéolos pulmonares podendo causar sintomas semelhantes ao de pneumonia.
5- Ao abandonar os alvéolos passam para os brônquios, traquéia, laringe (onde provocam tosse com o movimento que executam) e faringe.
6- Em seguida, são deglutidas e atingem o intestino delgado, onde crescem e se transformam em vermes adultos.
7- Após o acasalamento, a fêmea inicia a liberação dos ovos. Cerca de 15.000 por dia. Todo esse ciclo que começou com a ingestão de ovos, até a formação de adultos, dura cerca de 2 meses.
8-Os ovos são eliminados com as fezes. Dentro de cada ovo, dotado de casca protetora, ocorre o desenvolvimento de um embrião que, após algum tempo, origina uma larva.
9- Ovos contidos nas fezes contaminam a água de consumo e os alimentos utilizados pelo homem.
Quais são os sintomas?
A maioria das infecções é assintomática. A larva se libera do ovo no intestino delgado, penetra a mucosa e por via venosa alcança o fígado e pulmão de onde alcançam a árvore brônquica. Junto com as secreções respiratórias são deglutidas e atingem o intestino onde crescem chegando ao tamanho adulto.
Em várias situações podem surgir sintomas dependendo do órgão atingido. A ascaridíase pode causar dor de barriga, diarréia, náuseas, falta de apetite ou nenhum sintoma. Quando há grande número de vermes pode haver quadro de obstrução intestinal. A larva pode contaminar as vias respiratórias, fazendo o indivíduo apresentar tosse, catarro com sangue ou crise de asma. Se uma larva obstruir o colédoco pode haver icterícia obstrutiva.
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico é feito pelo exame de fezes, onde se encontram os ovos do parasita.
Como se trata?
Existem remédios específicos para erradicar a larva do organismo humano, todos por via oral.
Como se previne?
Através de medidas de saneamento básico:
É necessário, também, fazer o tratamento de todos os portadores da doença. A ascaridíase está mais presente em países de clima tropical e subtropical. As más condições de higiene e a utilização das fezes como adubo contribuem para a prevalência dessa verminose nos países do terceiro mundo.
Ciclo do Ascaris lumbricoides.
A ascaridíase é o resultado da infestação do helminto Ascaris lumbricoides no organismo, sendo mais frequentemente encontrado no intestino. Aproximadamente 25% da população mundial possui estes parasitas, sendo tais ocorrências típicas de regiões nas quais o saneamento básico é precário.
Este patógeno, conhecido popularmente como lombriga, tem corpo cilíndrico e alongado, e pode chegar até 40 centímetros de comprimento. Fêmeas são maiores e mais robustas que os machos; e estes apresentam a cauda enrolada. Surpreendentemente, um único hospedeiro pode apresentar até 600 destes indivíduos.
A contaminação por ele se dá pela ingestão de seus ovos, geralmente encontrados no solo, água, alimentos e mãos que tiveram um contato anterior com fezes humanas contaminadas.
No intestino delgado, liberam larvas que atravessam as paredes deste órgão e se direcionam aos vasos sanguíneos e linfáticos; se espalhando pelo organismo. Atingindo a faringe, estas podem ser liberadas juntamente com a tosse ou muco; ou, ainda, serem deglutidas, alcançando novamente o intestino. Lá, reproduzem-se sexuadamente, permitindo a liberação de alguns dos seus aproximados 200 mil ovos diários, pelas fezes, propiciando a contaminação de outras pessoas.
Devido ao espalhamento das larvas, febre, dor de barriga, diarreia, náuseas, bronquite, pneumonia, convulsões e esgotamento físico e mental são alguns sintomas que podem se apresentar; dependendo do órgão que foi afetado. Entretanto, em muitos casos a verminose se apresenta assintomática.
Para diagnóstico, é necessário que se faça exames de fezes, onde podem ser encontrados os ovos deste animal. Existe tratamento, que é feito com uso de fármacos e adotando medidas de higiene básica.
Quanto à prevenção, ingerir somente água tratada, lavar bem frutas e legumes antes de ingeri-los, lavar sempre as mãos, não defecar em locais inapropriados, dente outras, fazem parte desta lista.
Ascaridíase: lombriga
É uma verminose causada por um parasita chamado Ascaris lumbricoides. É a verminose intestinal humana mais disseminada no mundo. A contaminação acontece ocorre quando há ingestão dos ovos infectados do parasita, que podem ser encontrados no solo, água ou alimentos contaminados por fezes humanas. O único reservatório é o homem. Se os ovos encontram um meio favorável, podem contaminar durante vários anos.
Ascaris lumbricoides.
Ciclo da Ascaridíase
1- A ingestão de água ou alimento (frutas e verduras) contaminados pode introduzir ovos de lombriga no tubo digestório humano.
2- No intestino delgado, cada ovo se rompe e libera uma larva.
3- Cada larva penetra no revestimento intestinal e cai na corrente sanguínea, atingindo fígado, coração e pulmões, onde sofre algumas mudanças de cutícula e aumenta de tamanho.
4- Permanece nos alvéolos pulmonares podendo causar sintomas semelhantes ao de pneumonia.
5- Ao abandonar os alvéolos passam para os brônquios, traquéia, laringe (onde provocam tosse com o movimento que executam) e faringe.
6- Em seguida, são deglutidas e atingem o intestino delgado, onde crescem e se transformam em vermes adultos.
7- Após o acasalamento, a fêmea inicia a liberação dos ovos. Cerca de 15.000 por dia. Todo esse ciclo que começou com a ingestão de ovos, até a formação de adultos, dura cerca de 2 meses.
8-Os ovos são eliminados com as fezes. Dentro de cada ovo, dotado de casca protetora, ocorre o desenvolvimento de um embrião que, após algum tempo, origina uma larva.
9- Ovos contidos nas fezes contaminam a água de consumo e os alimentos utilizados pelo homem.
Quais são os sintomas?
A maioria das infecções é assintomática. A larva se libera do ovo no intestino delgado, penetra a mucosa e por via venosa alcança o fígado e pulmão de onde alcançam a árvore brônquica. Junto com as secreções respiratórias são deglutidas e atingem o intestino onde crescem chegando ao tamanho adulto.
Em várias situações podem surgir sintomas dependendo do órgão atingido. A ascaridíase pode causar dor de barriga, diarréia, náuseas, falta de apetite ou nenhum sintoma. Quando há grande número de vermes pode haver quadro de obstrução intestinal. A larva pode contaminar as vias respiratórias, fazendo o indivíduo apresentar tosse, catarro com sangue ou crise de asma. Se uma larva obstruir o colédoco pode haver icterícia obstrutiva.
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico é feito pelo exame de fezes, onde se encontram os ovos do parasita.
Como se trata?
Existem remédios específicos para erradicar a larva do organismo humano, todos por via oral.
Como se previne?
Através de medidas de saneamento básico:
É necessário, também, fazer o tratamento de todos os portadores da doença. A ascaridíase está mais presente em países de clima tropical e subtropical. As más condições de higiene e a utilização das fezes como adubo contribuem para a prevalência dessa verminose nos países do terceiro mundo.
Oxigenoterapia
SEXTA 03 DE FEVEREIRO DE 2012!...
Conceito:
Consiste na administração de oxigênio numa concentração de pressão superior à encontrada na atmosfera ambiental para corrigir e atenuar deficiência de oxigênio ou hipóxia.
Considerações Gerais:
- O oxigênio é um gás inodoro, insípido, transparente e ligeiramente mais pesado do que o ar;
- O oxigênio alimenta a combustão;
- O oxigênio necessita de um fluxômetro e um regulador de pressão para ser liberado;
- A determinação de gases arteriais é o melhor método para averiguar a necessidade e a eficácia da oxigenoterapia;
- podem ou não existir outros sinais de hipóxia como a cianose.
Avaliação Clínica do Paciente:
Sinais de hipóxia são:
- Sinais respiratórios: Taquipnéia, respiração laboriosa (retração intercostal, batimento de asa do nariz), cianose progressiva;
- Sinais cardíacos: Taquicardia (precoce), bradicardia, hipotensão e parada cardíaca (subseqüentes ao 1°);
- Sinais neurológicos: Inquietação, confusão, prostração, convulsão e coma;
- Outros: Palidez.
Métodos de Administração de Oxigênio:
a) cânula nasal - é empregado quando o paciente requer uma concentração média ou baixa de O2. É relativamente simples e permite que o paciente converse, alimente, sem interrupção de O2.
1- Vantagens:
- Conforto maior que no uso do cateter;
- Economia, n~]ao necessita ser removida;
- Convivência - pode comer, falar, sem obstáculos;
- Facilidade de manter em posição.
2- Desvantagens:
- Não pode ser usada por pacientes com problemas nos condutos nasais;
- Concentração de O2 inspirada desconhecida;
- De pouca aceitação por crianças pequenas;
- Não permite nebulização.
b) Cateter Nasal - Visa administrar concentrações baixas a moderadas de O2. É de fácil aplicação, mas nem sempre é bem tolerada principalmente por crianças.
1- Vantagens:
- Método econômico e que utiliza dispositivos simples;
- Facilidade de aplicação.
2- Desvantagens:
- Nem sempre é bem tolerado em função do desconforto produzido;
- A respiração bucal diminui a fração inspirada de O2;
- Irritabilidade tecidual da nasofaringe;
- Facilidade no deslocamento do cateter;
- Não permite nebulização;
- Necessidade de revezamento das narinas a cada 8 horas.
c) Máscara de Venturi - Constitui o método mais segurei e exato para liberar a concentração necessária de oxigênio, sem considerar a profundidade ou freqüência da respiração.
d) Máscara de Aerosol, Tendas Faciais - São utilizadas com dispositivo de aerosol, que podem ser ajustadas para concentrações que variam de 27% a 100%.
Efeitos Tóxicos e Colaterais na Administração de O2
- Em pacientes portadores de DPOC, a administração de altas concentrações de O2 eliminará o estímulo respiratório - apnéia;
- Resseca a mucosa do sistema respiratório;
- Altas concentrações de O2 (acima de 50%) por tempo prolongado ocasionam alterações pulmonares (atelectasias, hemorragia e outros);
- Altas concentrações de O2 (acima de 100%) há ação tóxica sobre os vasos da retina, determinando a fibroplasia retrolenticular.
Cuidados com o O2 e com sua Administração
- Não administra-lo sem o redutor de pressão e o fluxômetro;
- Colocar umidificador com água destilada ou esterilizada até o nível indicado;
- Colocar aviso de "Não Fumar" na porta do quarto do paciente;
- Controlar a quantidade de litros por minutos;
- Observar se a máscara ou cateter estão bem adaptados e em bom funcionamento;
- Dar apoio psicológico ao paciente;
- Trocar diariamente a cânula, os umidificadores, o tubo e outros equipamentos expostos à umidade;
- Avaliar o funcionamento do aparelho constantemente observando o volume de água do umidificador e a quantidade de litros por minuto;
- Explicar as condutas e as necessidades da oxigenoterapia ao paciente e acompanhantes e pedir para não fumar;
- Observar e palpar o epigástrio para constatar o aparecimento de distensão;
- Fazer revezamento das narinas a cada 8 horas (cateter);
- Avaliar com freqüência as condições do paciente, sinais de hipóxia e anotar e dar assistência adequada;
- Manter vias aéreas desobstruídas;
- Manter os torpedos de O2 na vertical, longe de aparelhos elétricos e de fontes de calor;
- Controlar sinais vitais.
SEXTA 03 DE FEVEREIRO DE 2012!...
Conceito:
Consiste na administração de oxigênio numa concentração de pressão superior à encontrada na atmosfera ambiental para corrigir e atenuar deficiência de oxigênio ou hipóxia.
Considerações Gerais:
- O oxigênio é um gás inodoro, insípido, transparente e ligeiramente mais pesado do que o ar;
- O oxigênio alimenta a combustão;
- O oxigênio necessita de um fluxômetro e um regulador de pressão para ser liberado;
- A determinação de gases arteriais é o melhor método para averiguar a necessidade e a eficácia da oxigenoterapia;
- podem ou não existir outros sinais de hipóxia como a cianose.
Avaliação Clínica do Paciente:
Sinais de hipóxia são:
- Sinais respiratórios: Taquipnéia, respiração laboriosa (retração intercostal, batimento de asa do nariz), cianose progressiva;
- Sinais cardíacos: Taquicardia (precoce), bradicardia, hipotensão e parada cardíaca (subseqüentes ao 1°);
- Sinais neurológicos: Inquietação, confusão, prostração, convulsão e coma;
- Outros: Palidez.
Métodos de Administração de Oxigênio:
a) cânula nasal - é empregado quando o paciente requer uma concentração média ou baixa de O2. É relativamente simples e permite que o paciente converse, alimente, sem interrupção de O2.
1- Vantagens:
- Conforto maior que no uso do cateter;
- Economia, n~]ao necessita ser removida;
- Convivência - pode comer, falar, sem obstáculos;
- Facilidade de manter em posição.
2- Desvantagens:
- Não pode ser usada por pacientes com problemas nos condutos nasais;
- Concentração de O2 inspirada desconhecida;
- De pouca aceitação por crianças pequenas;
- Não permite nebulização.
b) Cateter Nasal - Visa administrar concentrações baixas a moderadas de O2. É de fácil aplicação, mas nem sempre é bem tolerada principalmente por crianças.
1- Vantagens:
- Método econômico e que utiliza dispositivos simples;
- Facilidade de aplicação.
2- Desvantagens:
- Nem sempre é bem tolerado em função do desconforto produzido;
- A respiração bucal diminui a fração inspirada de O2;
- Irritabilidade tecidual da nasofaringe;
- Facilidade no deslocamento do cateter;
- Não permite nebulização;
- Necessidade de revezamento das narinas a cada 8 horas.
c) Máscara de Venturi - Constitui o método mais segurei e exato para liberar a concentração necessária de oxigênio, sem considerar a profundidade ou freqüência da respiração.
d) Máscara de Aerosol, Tendas Faciais - São utilizadas com dispositivo de aerosol, que podem ser ajustadas para concentrações que variam de 27% a 100%.
Efeitos Tóxicos e Colaterais na Administração de O2
- Em pacientes portadores de DPOC, a administração de altas concentrações de O2 eliminará o estímulo respiratório - apnéia;
- Resseca a mucosa do sistema respiratório;
- Altas concentrações de O2 (acima de 50%) por tempo prolongado ocasionam alterações pulmonares (atelectasias, hemorragia e outros);
- Altas concentrações de O2 (acima de 100%) há ação tóxica sobre os vasos da retina, determinando a fibroplasia retrolenticular.
Cuidados com o O2 e com sua Administração
- Não administra-lo sem o redutor de pressão e o fluxômetro;
- Colocar umidificador com água destilada ou esterilizada até o nível indicado;
- Colocar aviso de "Não Fumar" na porta do quarto do paciente;
- Controlar a quantidade de litros por minutos;
- Observar se a máscara ou cateter estão bem adaptados e em bom funcionamento;
- Dar apoio psicológico ao paciente;
- Trocar diariamente a cânula, os umidificadores, o tubo e outros equipamentos expostos à umidade;
- Avaliar o funcionamento do aparelho constantemente observando o volume de água do umidificador e a quantidade de litros por minuto;
- Explicar as condutas e as necessidades da oxigenoterapia ao paciente e acompanhantes e pedir para não fumar;
- Observar e palpar o epigástrio para constatar o aparecimento de distensão;
- Fazer revezamento das narinas a cada 8 horas (cateter);
- Avaliar com freqüência as condições do paciente, sinais de hipóxia e anotar e dar assistência adequada;
- Manter vias aéreas desobstruídas;
- Manter os torpedos de O2 na vertical, longe de aparelhos elétricos e de fontes de calor;
- Controlar sinais vitais.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
QUARTA 25 DE JANEIRO DE 2012!...
Nebulização: escolha certa ou errada?
Os aparelhos para nebulização foram um dos primeiros dispositivos usados para inalação de medicamentos no tratamento da asma e se tornaram muito populares nos últimos anos. O modelo mais conhecido é composto por um compressor ligado à corrente elétrica que fragmenta o medicamento líquido em partículas formando uma névoa, que é inalada e transportada até os pulmões através da respiração.
Ter um aparelho para nebulização em casa pode ajudar num momento de crise, evitando-se a ida a um serviço de emergência, em especial durante a noite. Algumas pessoas tendem a usar o aparelho como se fosse o único tratamento para a asma. Outros, até mesmo usam como sinônimo de medicação e chegam a dizer: -“Doutor, eu estava em crise, fiz uma nebulização e melhorei”, ou seja, sem ao menos referir o nome do medicamento usado. É importante estar ciente de que a nebulização nada mais é do que um método para inalar um medicamento.
Existem dois tipos de aparelhos disponíveis para venda: os modelos tradicionais a jato e os ultrassônicos. Os primeiros, funcionam através de uma corrente de ar ou oxigênio comprimido que quando projetada em grande velocidade sobre uma solução nebulizável, rompe-a em pequenas moléculas e origina um aerossol. Nos aparelhos ultrassônicos, o aerossol é produzido por ultrassons gerados ao se fazer vibrar um transdutor ou um cristal piezoelétrico sobre um líquido, geralmente entre 1 e 3 MHz.
Os medicamentos mais usados através de nebulizadores são os broncodilatadores (Berotec, Aerolin, Atrovent), com efeito de alívio nas crises de asma. Entretanto, outras medicações podem ser utilizadas, como por exemplo os corticóides inalados (Clenil A, Pulmicort), com objetivo não apenas de alívio, mas como tratamento de controle da asma.
Vantagens da nebulização:
- Técnica de uso é simples, facilitando uso em crianças, idosos e pessoas com dificuldade na coordenação motora.
- Uso facilitado nas crises, mesmo naquelas mais graves, pois não necessita de manobra respiratória especial.
- Pouca deposição do remédio em orofaringe
- Podem ser misturados vários medicamentos numa mesma inalação.
Desvantagens:
- Dificuldade no transporte e na montagem do aparelho, em especial na hora da crise,
- Necessita energia elétrica,
- Barulho é incômodo, em especial à noite,
- Risco de contaminação,
- Demora para inalar a dose,
- Necessita de manutenção e esterilização dos componentes.
Como fazer uma nebulização:
Colocar a medicação no recipiente, usando soro fisiológico, num volume médio de 2ml. Não se recomenda o uso de água destilada como diluente.
Sentar-se com as costas eretas e posicionar a máscara ou o bocal em direção à boca, que deve permanecer aberta durante todo o processo.
Respirar lenta e profundamente aguardando até o vapor se extinguir.
Após o uso, desmonte e lave com sabão ou detergente neutro. Depois de lavado, coloque o material de molho por 30 minutos em solução germicida (pode-se também usar solução caseira feita com 500ml de água sanitária e 500 ml de água filtrada ou fervida). Lave novamente em água corrente (coloque sob o jato da torneira por alguns minutos). Depois, deixe secar bem e guarde em local fresco e livre de pó ou foco de mofo.
Erros mais comuns:
- Colocar grande quantidade de soro
- Usar máscara afastada do rosto (o vapor se espalha e prejudica o resultado)
- Fazer a nebulização com a criança dormindo, deitada ou usando chupetas.
Dicas:
- Peça ao médico que indique o medicamento e a dose adequada para evitar pânico na hora da crise.
- Procure fazer a nebulização em local calmo, com a pessoa sentada e com as costas eretas. Crianças pequenas devem ser colocadas no colo.
- Não fale durante o procedimento.
- Para uso de corticóides inalados, preferir os aparelhos a jato e usar bocais ao invés de máscaras para proteger os olhos.
Nebulização: escolha certa ou errada?
Os aparelhos para nebulização foram um dos primeiros dispositivos usados para inalação de medicamentos no tratamento da asma e se tornaram muito populares nos últimos anos. O modelo mais conhecido é composto por um compressor ligado à corrente elétrica que fragmenta o medicamento líquido em partículas formando uma névoa, que é inalada e transportada até os pulmões através da respiração.
Ter um aparelho para nebulização em casa pode ajudar num momento de crise, evitando-se a ida a um serviço de emergência, em especial durante a noite. Algumas pessoas tendem a usar o aparelho como se fosse o único tratamento para a asma. Outros, até mesmo usam como sinônimo de medicação e chegam a dizer: -“Doutor, eu estava em crise, fiz uma nebulização e melhorei”, ou seja, sem ao menos referir o nome do medicamento usado. É importante estar ciente de que a nebulização nada mais é do que um método para inalar um medicamento.
Existem dois tipos de aparelhos disponíveis para venda: os modelos tradicionais a jato e os ultrassônicos. Os primeiros, funcionam através de uma corrente de ar ou oxigênio comprimido que quando projetada em grande velocidade sobre uma solução nebulizável, rompe-a em pequenas moléculas e origina um aerossol. Nos aparelhos ultrassônicos, o aerossol é produzido por ultrassons gerados ao se fazer vibrar um transdutor ou um cristal piezoelétrico sobre um líquido, geralmente entre 1 e 3 MHz.
Os medicamentos mais usados através de nebulizadores são os broncodilatadores (Berotec, Aerolin, Atrovent), com efeito de alívio nas crises de asma. Entretanto, outras medicações podem ser utilizadas, como por exemplo os corticóides inalados (Clenil A, Pulmicort), com objetivo não apenas de alívio, mas como tratamento de controle da asma.
Vantagens da nebulização:
- Técnica de uso é simples, facilitando uso em crianças, idosos e pessoas com dificuldade na coordenação motora.
- Uso facilitado nas crises, mesmo naquelas mais graves, pois não necessita de manobra respiratória especial.
- Pouca deposição do remédio em orofaringe
- Podem ser misturados vários medicamentos numa mesma inalação.
Desvantagens:
- Dificuldade no transporte e na montagem do aparelho, em especial na hora da crise,
- Necessita energia elétrica,
- Barulho é incômodo, em especial à noite,
- Risco de contaminação,
- Demora para inalar a dose,
- Necessita de manutenção e esterilização dos componentes.
Como fazer uma nebulização:
Colocar a medicação no recipiente, usando soro fisiológico, num volume médio de 2ml. Não se recomenda o uso de água destilada como diluente.
Sentar-se com as costas eretas e posicionar a máscara ou o bocal em direção à boca, que deve permanecer aberta durante todo o processo.
Respirar lenta e profundamente aguardando até o vapor se extinguir.
Após o uso, desmonte e lave com sabão ou detergente neutro. Depois de lavado, coloque o material de molho por 30 minutos em solução germicida (pode-se também usar solução caseira feita com 500ml de água sanitária e 500 ml de água filtrada ou fervida). Lave novamente em água corrente (coloque sob o jato da torneira por alguns minutos). Depois, deixe secar bem e guarde em local fresco e livre de pó ou foco de mofo.
Erros mais comuns:
- Colocar grande quantidade de soro
- Usar máscara afastada do rosto (o vapor se espalha e prejudica o resultado)
- Fazer a nebulização com a criança dormindo, deitada ou usando chupetas.
Dicas:
- Peça ao médico que indique o medicamento e a dose adequada para evitar pânico na hora da crise.
- Procure fazer a nebulização em local calmo, com a pessoa sentada e com as costas eretas. Crianças pequenas devem ser colocadas no colo.
- Não fale durante o procedimento.
- Para uso de corticóides inalados, preferir os aparelhos a jato e usar bocais ao invés de máscaras para proteger os olhos.
QUARTA 25 DE JANEIRO DE 2012!...
ESTERILIZAÇÃO
O que é Esterilização?
Esterilizarão é a destruição de todas as formas de microorganismos por um processo em que se utilizam agentes físicos ou químicos, visando à incapacidade de reprodução de todos os microorganismos, tornando um objeto estéril. Para assegurar a esterilizarão de um artigo todos os esporos devem ser destruídos.
Qual a importância da Esterilização?
Através da esterilização podem-se destruir microorganismos de objetos, roupas, equipamentos, materiais médicos que entram em contato direto ou indireto com pacientes, evitando a contaminação em procedimentos cirúrgicos, curativos, ou qualquer outro procedimento e evita a transmissão de doenças entre pacientes.
O ciclo de esterilização compreende:
- remoção do ar;
- admissão do vapor;
- exaustão do vapor e
- secagem dos artigos.
Tipos de esterilização:
Processo Físico- Vapor Saturado Sob Pressão: realizado em Autoclave.
- Material: Roupas, Escovas de Fibra sintética, Material de aço inox ou outro tipo de metal, Instrumentos metálicos colocados em bandeja ou caixa metálica perfurada, agulhas ocas limpas e secas, agulhas de sutura, seringas de vidro, lâminas de corte, tesouras e serras, frascos, balões de vidro, tubos de ensaio.
- Calor Seco: O calor gerado em estufa elétrica (Forno de Pasteur) é de uso limitado pois sua penetração e distribuição dentro da câmara não se faz de maneira uniforme, além do que o processo requer um tempo de exposição mais prolongado e altas temperaturas, o que é inadequado para certos materiais, tais como tecido e borrachas. A estufa deve possuir um termômetro que indica a temperatura atingida no interior, um termostato responsável pela manutenção da temperatura desejada. Devem-se colocar as caixas maiores nas prateleiras superiores e as menores nas inferiores para facilitar a condução do calor sem encostá-las na parede da estufa, nem encostar o bulbo do termômetro nas caixas. Não colocar grande quantidade de material dentro das caixas, sem sobrecarga o aparelho. Deve-se seguir o manual de instruções do fabricante o Quando II a seguir registra o tempo, temperatura e invólucro adequados para a esterilização de materiais em estufa.
- Material: Instrumental Metálico, Agulhas de sutura, Lâminas de corte, serras, tesouras, Seringas de vidro, Agulhas ocas (limpas e secas), Frascos, balões de vidro, tubos de ensaio, Vaselina líquida e óleos em geral (em camadas de 0,5cm de altura), Gaze vaselinada (grupo de 10 gazes).
Processo Físico – Químico
Os artigos devem estar rigorosamente limpos, secos e desconectados para permitir a ação do produto químico, e devem estar totalmente imersos na solução em recipiente de vidro ou plástico com tampa (recomenda-se recipiente duplo perfurado e outro sem furo). Não colocar metais diferentes devido à corrosão.
O tempo da exposição para o glutaraldeído é de 10 horas e para o formaldeído é de 18 horas.
Deve-se utilizar o EPI para o manuseio do material. Após a esterilização os artigos devem ser enxaguados abundantemente com água destilada ou soro fisiológico estéreis com técnica asséptica, utilizando-se luvas esterilizadas, máscaras e outros, devendo ser utilizados imediatamente. A troca do produto químico deverá obedecer às recomendações do fabricante.
O formaldeído pode também ser utilizado sob a forma de um polímero sólido, denominado paraformaldeído, na esterilização de artigos termossensíveis. Tem duas formas de apresentação, pastilhas ou tabletes, na concentração de 3% (3g/100cm) a 90º, com umidade relativa de 75% a 80%, durante 4 horas. Após a esterilização, os artigos devem ser enxaguados em água destilada ou soro fisiológico estéreis , utilizando a técnica asséptica. Se o material não puder ser molhado, remover o resíduo com uma compressa esterilizada em água destilada ou soro fisiológico estéreis.
Acondicionamento do Artigo
O algodão cru é recomendado na textura de aproximadamente 4 fios e em campos duplos. Quando novos devem ser lavados antes do uso para eliminar amido e evitar o superaquecimento que resultará em desidratação das fibras. Na realização dos tecidos os mesmos devem ser lavados para a retirada de poeira recomposição das fibras.
O papel Kraft deve possuir superfície regular sem zonas de maior ou menor acumulo de fibras que possam causar furos. A gramatura deve ser de 60g/m g/m e não deve conter grande quantidade de corante ou de amido.
As lâminas de alumínio devem ter espessura de 0025 a 0,050 m
Armazenamento do Material Esterilizador
O local de armazenamento do material deve estar limpo, seco e de acesso restrito ao pessoal envolvido nesta atividade.
Os pacotes devem permanecer íntegros, pouco manuseados e armazenados em cestos e armários, de fácil limpeza e uso exclusivo.
Validade da Esterilização
A esterilização do material está diretamente ligada ao seu acondicionamento e estocagem. Para se ter certeza da validade da esterilização, deve-se realizar pesquisas das condições oferecidas em cada serviço.
Recomenda-se o prazo de 7 dias de validade para os artigos esterilizados por processo físico. Os materiais acondicionados em papel grau cirúrgico, selados pelo calor, estocados em condições ideais, permanecendo estéreis enquanto íntegros, para as esterilizações realizadas a óxido de etileno.
Referência: - Secretaria de Estado da Saúde - Coordenação dos Institutos de Pesquisa – Centro de Vigilância Sanitária – SUS (Sistema Único de Saúde).
ESTERILIZAÇÃO
O que é Esterilização?
Esterilizarão é a destruição de todas as formas de microorganismos por um processo em que se utilizam agentes físicos ou químicos, visando à incapacidade de reprodução de todos os microorganismos, tornando um objeto estéril. Para assegurar a esterilizarão de um artigo todos os esporos devem ser destruídos.
Qual a importância da Esterilização?
Através da esterilização podem-se destruir microorganismos de objetos, roupas, equipamentos, materiais médicos que entram em contato direto ou indireto com pacientes, evitando a contaminação em procedimentos cirúrgicos, curativos, ou qualquer outro procedimento e evita a transmissão de doenças entre pacientes.
O ciclo de esterilização compreende:
- remoção do ar;
- admissão do vapor;
- exaustão do vapor e
- secagem dos artigos.
Tipos de esterilização:
Processo Físico- Vapor Saturado Sob Pressão: realizado em Autoclave.
- Material: Roupas, Escovas de Fibra sintética, Material de aço inox ou outro tipo de metal, Instrumentos metálicos colocados em bandeja ou caixa metálica perfurada, agulhas ocas limpas e secas, agulhas de sutura, seringas de vidro, lâminas de corte, tesouras e serras, frascos, balões de vidro, tubos de ensaio.
- Calor Seco: O calor gerado em estufa elétrica (Forno de Pasteur) é de uso limitado pois sua penetração e distribuição dentro da câmara não se faz de maneira uniforme, além do que o processo requer um tempo de exposição mais prolongado e altas temperaturas, o que é inadequado para certos materiais, tais como tecido e borrachas. A estufa deve possuir um termômetro que indica a temperatura atingida no interior, um termostato responsável pela manutenção da temperatura desejada. Devem-se colocar as caixas maiores nas prateleiras superiores e as menores nas inferiores para facilitar a condução do calor sem encostá-las na parede da estufa, nem encostar o bulbo do termômetro nas caixas. Não colocar grande quantidade de material dentro das caixas, sem sobrecarga o aparelho. Deve-se seguir o manual de instruções do fabricante o Quando II a seguir registra o tempo, temperatura e invólucro adequados para a esterilização de materiais em estufa.
- Material: Instrumental Metálico, Agulhas de sutura, Lâminas de corte, serras, tesouras, Seringas de vidro, Agulhas ocas (limpas e secas), Frascos, balões de vidro, tubos de ensaio, Vaselina líquida e óleos em geral (em camadas de 0,5cm de altura), Gaze vaselinada (grupo de 10 gazes).
Processo Físico – Químico
Os artigos devem estar rigorosamente limpos, secos e desconectados para permitir a ação do produto químico, e devem estar totalmente imersos na solução em recipiente de vidro ou plástico com tampa (recomenda-se recipiente duplo perfurado e outro sem furo). Não colocar metais diferentes devido à corrosão.
O tempo da exposição para o glutaraldeído é de 10 horas e para o formaldeído é de 18 horas.
Deve-se utilizar o EPI para o manuseio do material. Após a esterilização os artigos devem ser enxaguados abundantemente com água destilada ou soro fisiológico estéreis com técnica asséptica, utilizando-se luvas esterilizadas, máscaras e outros, devendo ser utilizados imediatamente. A troca do produto químico deverá obedecer às recomendações do fabricante.
O formaldeído pode também ser utilizado sob a forma de um polímero sólido, denominado paraformaldeído, na esterilização de artigos termossensíveis. Tem duas formas de apresentação, pastilhas ou tabletes, na concentração de 3% (3g/100cm) a 90º, com umidade relativa de 75% a 80%, durante 4 horas. Após a esterilização, os artigos devem ser enxaguados em água destilada ou soro fisiológico estéreis , utilizando a técnica asséptica. Se o material não puder ser molhado, remover o resíduo com uma compressa esterilizada em água destilada ou soro fisiológico estéreis.
Acondicionamento do Artigo
O algodão cru é recomendado na textura de aproximadamente 4 fios e em campos duplos. Quando novos devem ser lavados antes do uso para eliminar amido e evitar o superaquecimento que resultará em desidratação das fibras. Na realização dos tecidos os mesmos devem ser lavados para a retirada de poeira recomposição das fibras.
O papel Kraft deve possuir superfície regular sem zonas de maior ou menor acumulo de fibras que possam causar furos. A gramatura deve ser de 60g/m g/m e não deve conter grande quantidade de corante ou de amido.
As lâminas de alumínio devem ter espessura de 0025 a 0,050 m
Armazenamento do Material Esterilizador
O local de armazenamento do material deve estar limpo, seco e de acesso restrito ao pessoal envolvido nesta atividade.
Os pacotes devem permanecer íntegros, pouco manuseados e armazenados em cestos e armários, de fácil limpeza e uso exclusivo.
Validade da Esterilização
A esterilização do material está diretamente ligada ao seu acondicionamento e estocagem. Para se ter certeza da validade da esterilização, deve-se realizar pesquisas das condições oferecidas em cada serviço.
Recomenda-se o prazo de 7 dias de validade para os artigos esterilizados por processo físico. Os materiais acondicionados em papel grau cirúrgico, selados pelo calor, estocados em condições ideais, permanecendo estéreis enquanto íntegros, para as esterilizações realizadas a óxido de etileno.
Referência: - Secretaria de Estado da Saúde - Coordenação dos Institutos de Pesquisa – Centro de Vigilância Sanitária – SUS (Sistema Único de Saúde).
QUARTA 25 DE JANEIRO DE 2012!...
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS
Os métodos de administração dos medicamentos modificam seus efeitos no organismo. Algumas drogas só podem ser administradas por um método outras, por várias formas.
De modo geral, dois tipos de administração de drogas nos interessa: locas (que visa um efeito limitado ao local da aplicação) e sistêmica (que visa um efeito geral no qual a droga é absorvida pelo sangue e transportada para um ou mais tecidos do corpo).
À enfermagem cabe conhecer os medicamentos suas vias de administração, sua ação e seus efeitos colaterais (efeitos indesejados das drogas).
VIA INTRAVENOSA: Também chamada de IV (intravenosa) ou EV (endovenosa), é a principal via de escolha devido a rápida absorção do fármaco, é específica para emergências e para alguns tipos de medicamentos. (Agulha 25X7)
VIA INTRAMUSCULAR: Utiliza-se o medicamento injetado-o direto no músculo. Pode ser no músculo deltóide, glúteo, glúteo médio, coxa (face lateral externa). (Agulha 25X7 ou 30X8)
VIA SUBCUTÂNEA (SC): na via subcutânea o medicamento é depositado sob a pele e o tecido adiposo. Ex: Heparina, Insulina, alguns broncodilatadores, Enefrina, etc.
VIA INTRADÉRMICA (ID): Utilizada exclusivamente para testes(alergia) também para vacinas (BCG).
VIA SUBLINGUAL: Utiliza-se a via sublingual (embaixo da língua) para administração de anti-hipertensivos, analgésicos, nitratos (isorbina).
Fonte: Professor Claudinei - SEDUC – Ctba
VIA OTOLÓGICA: Gotas, como antibióticos e corticóides para otite externa.
Otite Externa: Aguda e Crônica é uma infecção na pele do canal do ouvido, causada por vermes ou fungos.
VIA OFTÁLMICA: Aplicação de pomada ou colírio com a finalidade de proteger a Córnea, tratar infecções, processos inflamatórios ou irritativos, provocar midríase (dilatação da pupila) e anestesiar. Existem quatro vias para introdução de medicamentos: Tópica (colírios oftálmicos); Via subconjuntival (nos casos que não há possibilidade ou interesse de se fazerem várias aplicações de colírio); Retrobular (Alternativa da via sistêmica escolhida para anestesias locais para cirurgias de catarata, transplantes e outras); Sistêmica (forma eficaz de terapêutica de doenças intra-oculares).
VIA VAGINAL: Utilizada para introdução de fármacos na mucosa vaginal. Evita a passagem pelo sistema porta-hepático e é uma área de grande irrigação sangüínea. Alguns médicos vêem grandes vantagens em utilizar medicamentos via vaginal, é uma boa opção para absorção de medicamentos. Permite a ingestão de dosagens menores causando diminuição nos efeitos colaterais.
VIA RETAL (per rectum / PR): Em forma de supositório ou enema retal, sua indicação é impopular e desconfortável. São aplicados acima do esfíncter anal interno e do anel anorretal. Indicados em estado de coma, inconsciência, náuseas e vômitos. A droga é absorvida pela mucosa retal, tais como diazepan e o metronidazol e alguns antiinflamatórios, antieméticos e anticonvulsivos.
VIA INTRATECAL (IT): Injeção ou infusão no fluído cérebroespinhal, tais como antibióticos, anestesia espinhal.
VIA INTRA-ÓSSEA(Na medula óssea): É um acesso intravenoso indireto porque a medula óssea acaba no sistema circulatório. Esta via é usada ocasionalmente para drogas e fluídos na medicina de emergência e na pediatria.
VIA TÓPICA: Efeito local, a substância é aplicada diretamente onde se deseja sua ação. No caso de doenças oculares, doenças de pele e doenças alérgicas. Ex.: Aciclovir – creme usado no tratamento de herpes, Cetoconazol – creme usado no tratamento de micoses).
VIA ARTERIAL (Intra Arterial / Na artéria): Ex: Drogas vasodilatadoras para o tratamento de vasoespasmos e drogas trombolíticas, para o tratamento de embolia.
Embolia: obstrução de um vaso (seja ele venoso, arterial ou linfático), pelo deslocamento de um êmbolo até o local da obstrução, que pode ser um coágulo (tromboembolia), tecido adiposo (embolia gordurosa), ar (embolia gasosa) ou corpo estranho (por pontas de cateter).
Fonte:
www.wikipedia.com.br
www.abcdasaúde.com.br
www.artigo.com
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS
Os métodos de administração dos medicamentos modificam seus efeitos no organismo. Algumas drogas só podem ser administradas por um método outras, por várias formas.
De modo geral, dois tipos de administração de drogas nos interessa: locas (que visa um efeito limitado ao local da aplicação) e sistêmica (que visa um efeito geral no qual a droga é absorvida pelo sangue e transportada para um ou mais tecidos do corpo).
À enfermagem cabe conhecer os medicamentos suas vias de administração, sua ação e seus efeitos colaterais (efeitos indesejados das drogas).
VIA INTRAVENOSA: Também chamada de IV (intravenosa) ou EV (endovenosa), é a principal via de escolha devido a rápida absorção do fármaco, é específica para emergências e para alguns tipos de medicamentos. (Agulha 25X7)
VIA INTRAMUSCULAR: Utiliza-se o medicamento injetado-o direto no músculo. Pode ser no músculo deltóide, glúteo, glúteo médio, coxa (face lateral externa). (Agulha 25X7 ou 30X8)
VIA SUBCUTÂNEA (SC): na via subcutânea o medicamento é depositado sob a pele e o tecido adiposo. Ex: Heparina, Insulina, alguns broncodilatadores, Enefrina, etc.
VIA INTRADÉRMICA (ID): Utilizada exclusivamente para testes(alergia) também para vacinas (BCG).
VIA SUBLINGUAL: Utiliza-se a via sublingual (embaixo da língua) para administração de anti-hipertensivos, analgésicos, nitratos (isorbina).
Fonte: Professor Claudinei - SEDUC – Ctba
VIA OTOLÓGICA: Gotas, como antibióticos e corticóides para otite externa.
Otite Externa: Aguda e Crônica é uma infecção na pele do canal do ouvido, causada por vermes ou fungos.
VIA OFTÁLMICA: Aplicação de pomada ou colírio com a finalidade de proteger a Córnea, tratar infecções, processos inflamatórios ou irritativos, provocar midríase (dilatação da pupila) e anestesiar. Existem quatro vias para introdução de medicamentos: Tópica (colírios oftálmicos); Via subconjuntival (nos casos que não há possibilidade ou interesse de se fazerem várias aplicações de colírio); Retrobular (Alternativa da via sistêmica escolhida para anestesias locais para cirurgias de catarata, transplantes e outras); Sistêmica (forma eficaz de terapêutica de doenças intra-oculares).
VIA VAGINAL: Utilizada para introdução de fármacos na mucosa vaginal. Evita a passagem pelo sistema porta-hepático e é uma área de grande irrigação sangüínea. Alguns médicos vêem grandes vantagens em utilizar medicamentos via vaginal, é uma boa opção para absorção de medicamentos. Permite a ingestão de dosagens menores causando diminuição nos efeitos colaterais.
VIA RETAL (per rectum / PR): Em forma de supositório ou enema retal, sua indicação é impopular e desconfortável. São aplicados acima do esfíncter anal interno e do anel anorretal. Indicados em estado de coma, inconsciência, náuseas e vômitos. A droga é absorvida pela mucosa retal, tais como diazepan e o metronidazol e alguns antiinflamatórios, antieméticos e anticonvulsivos.
VIA INTRATECAL (IT): Injeção ou infusão no fluído cérebroespinhal, tais como antibióticos, anestesia espinhal.
VIA INTRA-ÓSSEA(Na medula óssea): É um acesso intravenoso indireto porque a medula óssea acaba no sistema circulatório. Esta via é usada ocasionalmente para drogas e fluídos na medicina de emergência e na pediatria.
VIA TÓPICA: Efeito local, a substância é aplicada diretamente onde se deseja sua ação. No caso de doenças oculares, doenças de pele e doenças alérgicas. Ex.: Aciclovir – creme usado no tratamento de herpes, Cetoconazol – creme usado no tratamento de micoses).
VIA ARTERIAL (Intra Arterial / Na artéria): Ex: Drogas vasodilatadoras para o tratamento de vasoespasmos e drogas trombolíticas, para o tratamento de embolia.
Embolia: obstrução de um vaso (seja ele venoso, arterial ou linfático), pelo deslocamento de um êmbolo até o local da obstrução, que pode ser um coágulo (tromboembolia), tecido adiposo (embolia gordurosa), ar (embolia gasosa) ou corpo estranho (por pontas de cateter).
Fonte:
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